“Com as minhas condições, como posso encontrar uma namorada?” Vindo de um mundo paralelo, e tomado de completo desespero diante de sua nova aparência, Li Youzhi publicou essa pergunta online. “Tente t
Início da primavera, e ainda era cedo para o véu da noite descer.
O céu profundo e azul-escuro envolvia o terraço do dormitório, enquanto o vento noturno levantava suspiros que ecoavam como gemidos.
Não é mero artifício de linguagem; eram gemidos reais.
“Uuuuu... Que destino é esse, meu Deus... Essas sobrancelhas, que horror... Esses olhos, misericórdia... Essa boca, meu Deus... Esse rosto, esse corpo... Ai, que desgraça!”
Sentado sobre o parapeito do terraço, Li Youzhi chorava em desespero, a voz ecoando no vazio.
Erguia o celular repetidas vezes, fitando a imagem refletida na tela, para logo fechar os olhos com força, o rosto tomado de repulsa e desprezo, afastando o aparelho como se quisesse expulsar o próprio tormento.
Lágrimas cristalinas escorriam pela face arredondada, lavando, junto à pele, o fundo do abismo em seu coração.
Aquele rosto, aliás, não era verdadeiramente o seu.
Li Youzhi era alguém belo desde o berço.
Segundo narra sua avó, na primeira fração de segundo em que veio ao mundo, a enfermeira responsável pelo parto ficou estupefata — em toda a sua carreira, jamais vira um recém-nascido tão limpo ao sair da placenta!
Desde então, Li Youzhi cresceu envolto em admiração.
Na creche, todas as professoras disputavam para lhe dar colo e beijos. Na escola primária, sua companhia à mesa era motivo de acirradas disputas entre as meninas. No ensino médio, uma jovem professora de inglês, receando perder o juízo e manchar sua ética, preferiu pedir demissão e partir para o exterior.
No ensino secundário, sua