Repórter: “Senhor Qiao Ze, mais de uma dezena de laureados com o Prêmio Nobel, juntamente com eminências do mundo matemático, criticaram coletivamente o seu caráter. Gostaria de saber o que o senhor t
Maio, início do verão, o sol resplandecia no alto do céu.
Os raios solares, filtrados pelas árvores que ladeavam a calçada, projetavam no chão apenas pequenas manchas de luz. Ainda assim, caminhar pela rua era um suplício abrasador. Tal é o verão em Xingcheng: dizem que até mesmo africanos, ao passarem uma temporada aqui, voltam para casa descascando a pele.
Naquele instante, uma mãe e seu filho percorriam a calçada escaldante.
O rapaz, de pouco mais de dez anos, chamado Qiao Ze, caminhava com expressão apática e um jeito de andar algo estranho; a mãe, Lu Xiuxiu, lançava-lhe olhares furtivos, enquanto seus lábios não cessavam de murmurar preocupações.
— Qiao Ze, quando encontrarmos o Professor Yu, lembre-se de cumprimentá-lo, está ouvindo? Isso é algo que pode mudar o rumo da sua vida! Sua mãe aqui é limitada, só pode ajudar até esse ponto. Se nem desta vez der certo, talvez você realmente não consiga entrar na universidade. E o que será de você então?
Infelizmente, as palavras de Lu Xiuxiu pareciam não encontrar eco algum no coração do filho, que se mantinha impassível, rosto límpido como um lago sem ondulações.
— Ai... você, viu? — ela quis prosseguir com os conselhos, mas ao notar o olhar vazio do rapaz, acabou desistindo, embora continuasse a resmungar baixinho.
Felizmente, o hotel onde depositava suas últimas esperanças já se avistava próximo.
…
No luxuoso Hotel Xingfu de Xiaoxiang, no quarto 716, Li Jiangao estava recostado na cabeceira da cama, concentrado na leitura de um artigo científico impresso, quando o t