O falso vilão: arrogante e ganancioso, oprime homens e subjuga mulheres, insolente e tirânico, desdenha de todos, elimina inimigos sem erradicar as raízes do mal. O verdadeiro vilão: de identidade nob
Nas vastidões de Jiuzhou, sob o domínio da dinastia Xia, erguia-se o condado de Jiangling, onde se encontrava a cidade de Yu. No coração desta cidade, reluzia o Pavilhão Lua de Neve. Reconhecido como o principal dos quatro grandes salões de entretenimento de Yu, o Pavilhão Lua de Neve granjeava fama pela beleza arrebatadora de suas cantoras e pela graciosidade etérea de suas dançarinas, atraindo uma multidão de literatos e jovens descendentes das casas nobres. Todavia, nesta noite, o pavilhão encontrava-se estranhamente silencioso. A entrada, habitualmente efervescente, exibia agora um cenário desolador, quase abandonado pelo público. Comerciantes e transeuntes que por ali passavam, ao contemplar os guardas postados à porta — figuras ameaçadoras, cada um ostentando à cintura um medalhão com o nome Jiang — calavam-se de pronto, baixando o olhar e apressando o passo, temendo que um simples olhar a mais pudesse lhes trazer desgraça. Em todo o império Xia, este era o único sobrenome impossível de afrontar. Mesmo os parentes mais próximos da família imperial, ao avistarem tal insígnia, mudavam de cor e silenciavam com temor. — Por que os homens da Mansão do Chanceler apareceriam em Yu? — De longe, só após se distanciarem, alguns ousavam murmurar em voz baixa. — Não sei, não pergunte. Assuntos da Mansão do Chanceler não nos dizem respeito. Quer morrer cedo? — Um deles, pálido, apressou-se em puxar o companheiro, instando-o a calar-se sem demora. …
Ao mesmo tempo, diante do mirante encostado ao pavilhão,