Com o padrinho político em declínio, a noiva o traindo, o chefe o oprimindo e o amante prestes a ascender meteórica e deslumbrantemente, Lin Xiuyue caiu numa situação sem saída na carreira pública. Ma
Lin Xiyue, que fazia hora extra no gabinete do partido municipal redigindo documentos, recebeu uma mensagem de Zhang Tao, seu velho companheiro de universidade.
A profissão de Zhang Tao era bastante peculiar: ele era um examinador profissional de conteúdo obsceno. Em outras palavras, dedicava-se a avaliar vídeos indecorosos que circulavam na internet.
Para quem estava de fora, inclusive o próprio Zhang Tao quando entrou na função, tudo parecia empolgante; achava-se que aquilo era uma área excitante. Era como assistir de graça a filmes proibidos, sem precisar passar pelo vexame da época da faculdade, quando se implorava por material “como um cão e, depois de se aliviar, ainda se fazia questão de dizer que a pessoa era feia”.
Mas, depois de dois meses nessa função, Zhang Tao já gemia dizendo que enjoara de tanto ver aquilo, a ponto de ficar com repulsa de sexo.
Então, o que seria que ele estava insinuando hoje, de maneira tão misteriosa? Não seria mais uma nova exposição escandalosa da internet?
No escritório não havia ninguém. Lin Xiyue estava exausto de tanto mexer nos documentos e, por isso, abriu o vídeo.
A primeira imagem já mostrava um homem e uma mulher rolando sobre a cama.
O homem usava máscara; a mulher, uma venda nos olhos. Mesmo assim, Lin Xiyue reconheceu de imediato a marca de nascença em forma de flor de ameixeira no ombro dela, idêntica à de sua noiva, Yuan Shanshan.
Foi como se um raio o tivesse atingido.
Não pode ser... Deve ser coincidência... Talvez eu tenha confundido a pessoa...
Ele murmurou