Roubo de Túmulos: Eu, Descendente de Xieling

Roubo de Túmulos: Eu, Descendente de Xieling

Autor: Leitezinho Wangzai·
108mil palavras Palavras
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A via não é roubo; mas também não deixa de sê-lo. O roubo também tem seu código, e o ladrão não se separa da via. Até naquele mundo de bandidos da mata, de sociedades secretas, de divisão de espólios

Capítulo um: Panjiayuan, o labirinto das antiguidades!

— Senhor Vile, e então? Já pensou melhor? Vai querer essa peça ou não?

Numa loja de antiguidades em Panjiayuan, na capital imperial, um estrangeiro de cabelos loiros e olhos azuis segurava uma lupa e examinava com atenção um pingente de jade em forma de borboleta.

Os detalhes ampliados sob a lente iam entrando pouco a pouco em seus olhos, e o estrangeiro semicerrava as pálpebras, sem dizer palavra.

Talvez porque ele já estivesse há muito tempo contemplando aquele objeto, o jovem à sua frente, que falava com forte sotaque de Pequim, começou a ficar impaciente e não conseguiu conter um novo apelo.

— Ei, Xu Yuan, meu irmão, pra que tanta pressa? Tem que deixar o senhor Vile olhar direito antes de tirar conclusão, não é? — O homem de meia-idade ao lado do estrangeiro lançou-lhe um olhar de reprovação, depois voltou-se para o estrangeiro e sorriu: — Não é mesmo, senhor Vile?

Abriu um sorriso largo, exibindo um enorme dente de ouro que cintilava.

Depois de um bom tempo, o estrangeiro finalmente colocou o tesouro com todo o cuidado de volta na caixa. Então, enquanto tirava as luvas de borracha, disse, acenando com a cabeça:

— A peça não tem problema nenhum. Só que o preço está caro demais. Pergunte a ele se não pode fazer mais barato.

O estrangeiro falou algo em inglês, muito rapidamente. O homem de dente de ouro assentiu sorrindo e, depois de pigarrear, olhou para o jovem à frente e disse:

— O senhor Vile disse que gostou da peça, mas o preço pedido está alto demais. Veja se não pode baixar um pouco... Vamos fazer amizade,

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