Yang Liu, uma mulher comum da camada mais baixa da sociedade, trabalhadora e habilidosa, simples e bondosa, ao se deparar por acaso com a traição de uma colega de escola, acaba vivendo um enredo melod
No subúrbio da Cidade do Mar.
Numa noite de outono, o ar era fresco e agradável. A lua, em arco, pendia de lado no céu, as estrelas rareavam, e os grilos entoavam baixinho sua canção além do peitoril da janela.
Dentro da casa, um abajur rosado derramava um brilho acolhedor. Salgueira, quarenta anos, repousava nos braços de seu amante, Forte. Com os olhos ligeiramente inchados, mantinha-os semicerrados; na penumbra da luz, não se distinguia a mudança de expressão em seu rosto...
O céu de outono é como o rosto de uma criança: muda sem aviso.
A noite, serena e aconchegante, foi de súbito rasgada por um trovão estrondoso. Um relâmpago azul cortou o firmamento com um estalo seco, iluminando a terra como se fosse dia.
O filho de Salgueira, Léo, tinha cerca de dez anos e dormia no quarto em frente.
Acordado pelo trovão, assustou-se tanto que se sentou de um salto; desceu da cama descalço e, chamando pela mãe, correu para fora. Empurrou a porta do quarto dela algumas vezes, sem conseguir abri-la, e gritou alto:
— Mãe, mãe...
Quando o trovão irrompeu de repente, o instinto materno fez Salgueira pensar em se levantar para ver se Léo fora assustado. Em seguida, ouviu a voz do filho, a porta do quarto dele se abrindo e o som apressado dos passos.
Ela se apressou a afastar Forte, vestiu a camisola e foi até a porta; ao sair, fechou-a com naturalidade e disse com doçura:
— Léo, foi o trovão que te assustou? Mamãe está aqui, não precisa ter medo.
Tomando a mão do menino, levou-o de volta ao quarto e, sorrindo, murmurou:<