O escritor de romances policiais Maijō Kyōsuke viajou no tempo até o Tóquio de 1980. Com A Magia Assassina da Astrologia, ele destruiu de uma só vez o “feitiço de Seichō” que havia dominado o mundo do
Na noite de 2 de janeiro de 1980.
Dentro de um café em Owatamachi, no distrito de Bunkyō, em Tóquio.
Maijō Kyōsuke, usando um terno um tanto mal-ajustado, aguardava ali com trinta minutos de antecedência em relação ao horário combinado.
Lá fora, apesar da multidão, havia inúmeros homens e mulheres vestidos de quimono, com fogos de artifício nas mãos, celebrando o Ano-Novo nas ruas.
Mas, por mais bela que fosse a cena, Maijō Kyōsuke não conseguia se alegrar de modo algum.
A paisagem do lado de fora foi sendo lentamente turvada pelo gelo formado sobre a umidade da janela.
Nesse instante, Maijō Kyōsuke finalmente compreendeu o verdadeiro sentido da frase: a alegria e a tristeza humanas não se comunicam; tudo o que vejo é apenas barulho.
Um mês antes, ele ainda era um romancista de mistério que vivia no fim de 2023.
O nome que tinha antigamente já não importava.
O essencial é que, naquela época, ele estava debruçado sobre a mesa, escrevendo um livro sobre a história do romance policial ocidental e japonês.
Mas aconteceu uma desgraça.
Como precisava consultar uma enorme quantidade de documentos históricos, Maijō Kyōsuke passou um mês inteiro com o dia e a noite trocados, vivendo em total desordem. Nessas condições, sentiu apenas uma dor súbita no peito e, em seguida, tudo escureceu diante de seus olhos.
Quando voltou a si, já estava em Tóquio, no Japão, no fim de 1979.
E o mais inacreditável era que aquela Tóquio pertencia a um mundo paralelo.
Ainda assim, a trajetória histórica, os costumes c