O Assassino da Utopia

O Assassino da Utopia

Autor: Em um só pensamento, demônio e Buda
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Um domínio urbano infinito, um céu estrelado sem fim, uma matança incessante. Cada pessoa que chega aqui tem seu próprio objetivo. Tornar-se um deus, unificar tudo, ou então vingança.

Capítulo primeiro

Numa noite de trevas silenciosas, um bar de estilo medieval escondia-se entre arranha-céus de néons e luzes efêmeras; fios de claridade se entrelaçavam nas ruas, e, ao longe, o uivo dos automóveis acentuava a sensação de abandono e vastidão.

Seguindo por um beco estreito, Zhong Yi empurrou lentamente a porta de madeira desse bar. Ele tinha sobrancelhas cerradas e olhos como auroras, cintilando no escuro com um brilho estranho, quase um abismo: verdadeiro e ilusório ao mesmo tempo.

Como gerente-geral de uma filial do Grupo do Firmamento, ele aparentemente levava uma vida razoável; mas aquilo não era o que desejava. Parecia afundado num mar de amargura, errante, hesitante, indo e vindo, sem encontrar saída.

Aquele era um lugar que ele frequentava com frequência. Não eram poucas as vezes em que pagara bebidas a todos, desperdiçando, com deliberada leviandade, um dinheiro que não lhe pertencia, em busca de uma satisfação incomum. Nem sequer sabia de onde viera; sua memória começava já com ele ocupando aquele cargo no Grupo do Firmamento. E tampouco sabia para onde ia — apenas seguia em torpor, dia após dia, sem rumo.

“Hoje a conta é por minha conta!”, anunciou em voz alta.

Sua voz, vazia e longa, ecoou no silêncio do bar. De fato, o lugar estava quieto: o pequeno grupo de clientes se distribuía em pares e trios pelos lados do salão, bebendo em silêncio os vinhos finos nos copos. Só aquela frase fez com que os rostos inclinados erguessem os olhos para ele por um instante, e logo depois voltassem a se aquietar.

Zhong Yi não se importou. Limi

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