Quando o vírus assolou o mundo, a escuridão desceu sobre a humanidade. Não havia mais ordem, nem leis, apenas o medo e a matança. Para sobreviver, uma vida obstinada vagueia pelo mundo, carregando em
Noite de 13 de agosto de 2018, Era Comum
A escuridão era o melhor disfarce para quem precisava se mover sem ser visto. Sob a tênue luz da lua, uma sombra deslizava pelos limites de uma cidade desprovida de vida.
Ladrão? Não. Criminoso foragido? Também não.
Seu nome era Lu Ziming, tinha dezoito anos, era um camponês da aldeia Lu, encravada nas Montanhas de Qinling, e cursava o segundo ano do ensino médio no Colégio Xingguang de Fangcheng. Estava ali contra sua própria vontade.
Se pudesse escolher, Lu Ziming preferiria retornar à sua aldeia tranquila e viver com sua família uma rotina simples e sem sobressaltos. Mas sua vida mudou num instante—maldita seja a praga viral! O governo anunciou que o vírus da gripe aviária h13n19 havia sofrido nova mutação: agora transmitia-se pelo ar, infectando noventa por cento da população. Não havia tratamento, nem vacina, nem esperança—apenas o avanço implacável da doença pelo mundo.
Os poucos humanos que sobreviveram ao desastre foram chamados de Imunes ao Vírus, pois seus corpos desenvolveram anticorpos. Mas a alegria da sobrevivência foi logo sufocada pelo desespero: eles se tornaram alimento para os mortos-vivos. Não havia champanhe, nem flores—apenas fuga e esconderijo constantes.
O vírus transformara quase toda a humanidade em zumbis desprovidos de consciência, criaturas imortais que, mesmo sem vontade própria, percebiam movimentos e odores ao redor, evitavam instintivamente a luz do sol e se ocultavam na escuridão.
Esses zumbis moviam-se devagar, mantendo o ritmo de um humano caminhando nor