O destino é traçado pelos céus, mas a sorte depende do esforço. Contudo, após ser atropelado e lançado ao ar, Wei Chaoyang percebeu que a sorte não precisava ser conquistada; ela vinha facilmente às s
O som agudo dos freios irrompeu de repente.
Wei Chaoyang, que acabava de descer da calçada, percebeu que estava girando pelo ar, lançado como um boneco.
O mundo inteiro girava diante de seus olhos. O carro esportivo vermelho que o atingira perdeu o controle, avançando em direção ao canteiro lateral.
A mulher ao volante, com o rosto tomado pelo terror, boca aberta em um “O”, olhava para ele, voando pelo céu, e soltava o volante, prestes a cobrir os olhos com as mãos.
Os pedestres nas margens da rua viravam-se para o local do ruído, ainda com expressões congeladas e indecisas.
Na entrada da universidade, o segurança e alguns estudantes já assumiam a postura de quem iria correr.
Copos de chá, cadernos de exercícios, livros de cálculo avançado, estojos e o par de tênis novíssimo, comprado por cem reais, voavam ao seu redor, girando como satélites.
Uma figura transparente, exalando fumaça negra e idêntica a ele, voava pelo ar, acenando lentamente como se se despedisse.
As nuvens pesadas do céu se abriram em uma fenda.
Por entre a brecha, um enorme olho dourado e reluzente espiava o mundo dos homens, com um ar de malícia digna de um tio irreverente.
No instante em que seus olhos se cruzaram com o olho dourado, um estrondo reverberou em sua mente, e seus olhos arderam, como se tivessem sido queimados.
Algo se infiltrou em seu cérebro, como água.
De repente, o mundo em sua visão foi envolto por uma leve luminosidade dourada.
Com esse brilho, começaram a surgir criaturas estranhas e indescr