No nono ano de Yanxi, durante a dinastia Han Oriental, Liu Hong, com apenas nove anos de idade, pescou um peixe dourado no rio. Ao abrir o ventre do animal, encontrou um volume de um livro celestial,
Ano nove da era Yanxi da dinastia Han, no calendário era Bingwu. Era o terceiro mês, a primavera resplandecia em seu auge.
Ao longo de uma estrada sinuosa, um grupo de pessoas e cavalos avançava lentamente. A dinastia Han era um período de grande requinte, com regras rigorosas para o uso das vias: havia a estrada imperial para o imperador, a estrada oficial para nobres acima do título de Cinco Dignitários, a estrada de correio para mensageiros e funcionários, enquanto os simples camponeses eram aconselhados a permanecer em casa, cuidando de suas terras, sem necessidade de percorrer estradas.
Este grupo seguia justamente pela estrada oficial. À frente, dois cavaleiros davam passagem; altos e robustos, montavam cavalos de pelagem dourada que trotavam com calma. À esquerda, cada um portava uma espada; às costas, uma lança; do lado esquerdo dos cavalos, pendia uma besta amarela, do direito, uma aljava de flechas. O armamento era imponente, causando temor nos passantes, que se afastavam ao vê-los.
Na dinastia Han, o controle de armas era severo; bestas potentes eram estritamente proibidas aos civis. Exibir uma dessas era equivalente a exibir uma arma de fogo moderna nas ruas — algo aterrorizante para o povo comum, exceto em países onde todos portam armas.
Atrás dos cavaleiros vinha uma elegante carruagem puxada por quatro bons cavalos, que marchavam com passos delicados, evitando qualquer solavanco. A carruagem, toda de madeira vermelha, ostentava detalhes de nuvens e dragões, além de aves e feras ferozes. Seguiam dois criados, um com uma vasilha de ne